Grávidas e Coronavírus: principais recomendações

Veja o que se sabe até agora sobre da relação entre grávidas e Coronavírus.

Mesmo antes da pandemia ocasionada pelo novo vírus, as dúvidas e incertezas fazem parte do dia das futuras mamães. Porém, a relação entre as grávidas e Coronavírus tem tirado o sono de toda a família.

Uma vez que as informações sobre a atuação do vírus no sistema imunológico das mamães e dos bebês ainda são limitadas.

Por isso, elencamos neste artigo as principais informações, até o momento, que todas as gestantes precisam saber frente ao “novo normal”.

Acompanhe com a gente!

As grávidas fazem parte do grupo de risco da COVID-19?

Apesar de não haver estudos sobre o impacto em gestantes e puérperas, o Ministério da Saúde incluiu grávidas como parte do grupo de risco da COVID-19.

Segundo o órgão, em nota ao site do Doutor Drauzio Varella, as gestantes e puérperas (mães que tiveram seu filho nos últimos 45 dias)  são mais vulneráveis a infecções.

Por isso, agora elas estão inclusas nos grupos de risco do vírus da gripe e, consequentemente, do novo vírus.

Em relação as grávidas e Coronavírus, como se prevenir?

A princípio, não há nenhuma evidência de que as futuras mamães corram mais riscos do que a população em geral.

Contudo, as gestantes podem ser severamente afetadas por algumas infecções respiratórias.

Isso porque às mudanças nos corpos e nos sistemas imunológicos durante a gestação são inúmeras.

Portanto, é importante que elas mantenham as medidas de prevenção ao COVID-19:

  • Lavar as mãos com frequência com sabão e água ou álcool em gel;
  • Manter uma distância segura de pessoas que estiverem tossindo ou espirrando;
  • Usar máscara quando não for possível manter o distanciamento físico;
  • Não tocar nos olhos, no nariz ou na boca;
  • Ficar em casa e, se possível, evitar receber visitas.

Caso haja a necessidade de atendimento médico, recomendamos entrar em contato com antecedência para o plano ou órgão de saúde e pedir  direcionamento à unidade mais adequada.

Lembre-se: as consultas com o pediatra e acompanhamento pré-natal são extremamente importantes e devem continuar.

Por isso, converse com seus médicos (as) e verifique se os consultórios estão seguindo as recomendações de prevenção contra o Coronavírus.

Parto Normal ou cesárea?

Segundo a Febrasgo, mesmo em casos de mulheres infectadas pelo novo coronavírus, o parto normal é o mais indicado.

Em casos de maior gravidade ou insuficiência respiratória, a cesárea deve ser uma opção.

De qualquer modo, todas as gestantes têm o direito a cuidados de alta qualidade antes, durante e após o parto. Ou seja, cuidados pré-natal, neonatal, pós-natal e mental.

O ambiente hospitalar é o mais adequado para diminuir a morbimortalidade de mãe e bebê.

As maternidades e hospitais adotam normas de segurança e cuidados específicos para redução do risco de transmissão de doenças.

Amamentação e coronavírus

Até o momento não há documentação de transmissão vertical durante a gestação e nem no período neonatal, pela amamentação.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a amamentação deve continuar, até mesmo nos casos em que as mulheres apresentam suspeita ou confirmação da doença.

Uma vez que as principais publicações sobre o tema, até então, indicam que os benefícios do aleitamento superam os riscos de transmissão.

Tendo em vista que a mãe infectada pode transmitir o vírus por meio de gotículas respiratórias durante o contato com a criança é recomendado:

  • lavar as mãos por pelo menos 20 segundos; 
  • evitar aglomerações;
  • usar máscara facial durante a amamentação;
  • não dar beijos e abraços;
  • limpar e desinfetar as superfícies.

Em conclusão, reforçarmos que o aleitamento materno é fundamental para imunidade dos bebês nesse momento de pandemia.

Conseguiu tirar suas dúvidas? Então, o que você acha de compartilhar esse artigo com outras futuras mamães?

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Referência: Secretaria da Saúde de Tocantins, Drauzio Varella, FEBRASGO e Ministério da Saúde

Todo bebê tem cólica? Mito ou verdade?

O incômodo que é tão comum nos recém-nascidos é uma regra geral? Todo bebê tem cólica? Confira neste texto!

Primeiramente, a maioria das mamães sabe que as cólicas são um quadro comum nos pequenos, mas a partir disso surge a dúvida: todo bebê tem cólica?

Apesar de o quadro ser comum  nos recém-nascidos, essa afirmativa que toda criança sofre, ou sofrerá, com os incômodos abdominais é errônea.

O sistema digestivo dos pequenos ainda está em formação e após alimentar-se, o surgimento dos gases levam as temidas cólicas.

Apesar disso, cada indivíduo é singular e alguns recém-nascidos podem passar pelos primeiros meses de vida sem sofrer com dores abdominais.

Em pesquisa recente com mil mães, duas em cada três afirmaram que a cólica tem alto impacto na rotina familiar.

Por isso, recomendamos tomar cuidado antes de realizar alguma medida para amenizar uma possível cólica.

Antes de tudo é necessário averiguar os sintomas e, caso haja dúvidas, procurar ajuda de um pediatra.

A fim de te ajudar, elencamos neste artigo as principais informações sobre o quadro de cólicas em recém-nascidos. Confira com a gente!

Por que o recém-nascido tem cólica?

As cólicas são atribuídas à associação de alguns fatores, entre eles a imaturidade dos sistemas gastrintestinal e nervoso central, que, entre outras funções, controla as contrações do intestino.

Como o processo de formação e funcionamento desses mecanismos ainda não está completo, ocorrem movimentos intestinais descoordenados que acabam provocando as dores.

Passados três meses, esses sistemas adquirem maturidade e as cólicas deixam de fazer parte da rotina da família.

Como identificar a cólica em recém-nascido?

A princípio, por eliminação. Por exemplo: o bebê está com fome? A fralda está molhada? Está com calor? Com frio?

Se essas possibilidades foram descartadas e o choro intenso continua, é grande a probabilidade de ser cólica em recém-nascido.

Além disso, fique atento a outros sinais de desconforto abdominal como:

  • Rosto avermelhado e com expressão de dor;
  • Flexão das pernas e braços em direção ao abdômen;
  • Punhos cerrados;
  • Gases e barriga rígida.

Todo bebê tem cólica? Mito!

Conforme adiantamos na introdução do texto, dizer que todo bebê tem cólica é uma afirmativa equivocada, um mito.

Nem todas as crianças sofrem com as dores durante os primeiros meses de vida.

Enquanto alguns pais relatam aos pediatras que os filhos nunca tiveram o mal-estar, outros sofrem frequentemente com o choro dos pequenos que são afetados pelo problema.

Cada indivíduo é único no que diz respeito a fatores genéticos e biológicos, o que explica parte da questão.

A outra parte diz respeito ao ambiente. Excesso de estímulos como som e TV, brincadeiras prolongadas, também pode desencadear ou turbinar as cólicas.

Cólica em recém-nascido: quando precisa de ajuda médica?

É importante buscar ajuda profissional quando:

  • O choro é persistente, alto e nada parece acalmar o recém-nascido;
  • Vômitos constantes, perda de peso e mudança na rotina, como o pequeno mamar ou urinar menos que o normal;
  • O bebê apresenta diarreia e/ou sangue nas fezes;
  • Mudanças como o bebê mamando ou urinando menos que o normal.

Assim, o pediatra poderá confirmar se é a cólica ou se existe outra causa para o choro do bebê.

Além disso, eles poderão indicar remédios e exames que possam avaliar a real origem de dor do pequeno.

Vale ressaltar que não é recomendado o uso de qualquer medicamento sem expressa orientação de um profissional médico.

Por isso, converse com seu médico a respeito do Funchicórea.

O medicamento é um fitoterápico, ou seja, obtido a partir de derivados vegetais e é usado no tratamento da cólica e prisão de ventre.

Por fim, o que você acha de compartilhar esse texto com outras mamães e acabar de vez com esse mito que rodeia os nossos bebês?

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JF Vôlei confirmou presença na Superliga B

A equipe fará a sua  13ª participação consecutiva nas principais competições nacionais da elite do voleibol, entre as ligas A e B, e mais uma oportunidade de mostrar ao país a repercussão desse projeto inovador, que une performance, pesquisa e inclusão através do esporte.

A Superliga B está prevista para janeiro de 2021. A edição 2020 foi cancelada em março por conta da pandemia, quando a equipe disputava as quartas-de final.

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Banho em recém-nascido: guia prático para iniciantes

O banho em recém-nascido é um dos momentos que mais aflige os pais de primeira viagem. Confira um guia prático para um verdadeiro momento de conexão!

Além de trazer alegria para toda a família, a chegada do bebê causa muitas dúvidas e a hora do banho em recém-nascido pode ser um dos principais desafios para as mamães e papais.

Afinal, os pequenos já parecem tão delicados quando embalados em suas roupas e mantinhas, imagina quando estão molhados e escorregadios.

Por isso, é importante conhecer informações de como manusear a criança e, claro, alguns cuidados especiais com a higiene infantil.

Uma vez que os bebês possuem a pele mais delicada e fina que a de um adulto, o banho em recém-nascido deve ser feito com muito carinho e atenção.

Para ajudar os papais e responsáveis nesta tarefa, preparamos este guia prático para o banho dos bebês. Acompanhe!

Banho em recém-nascido: guia prático para iniciantes

Pré-banho

Antes de tudo é recomendado preparar o ambiente.  Escolha um local espaçoso, onde seja possível movimentar-se à vontade e organizar todos os itens para o banho e pós-banho.

Nesse sentido, tenha em mãos também todos os itens que necessita: toalha, pomada antiassaduras, fralda, roupa limpa, etc.

A banheirinha também é de suma importância para o bem-estar dos pequenos e conforto dos responsáveis durante o banho.

Por isso, antes de começar o banho em recém nascido observe os seguintes pontos:

  • A altura ideal da banheira é na cintura do adulto. Isso permite maior mobilidade e conforto para o adulto e para o bebê.
  • Aqueça o espaço onde o bebê irá tomar banho de modo em que a temperatura ambiente esteja entre os 20ºC e 22ºC.
  • Verifique se as janelas e outras entradas de vento estão fechadas.
  • Encha a banheira com água morna. Utilize seu antebraço para verificar se a temperatura está ideal.
  • A profundidade da água deve ser até o quadril do bebê.

Tudo pronto para a hora do banho! Mas antes de colocar seu pequenino na banheirinha, lembre-se de limpar a área da fralda para evitar a contaminação da água.

Hora do banho

Para que o bebê sinta-se seguro e tranquilo ao entrar na banheira, segure-o de forma firme (sem apertar muito) com uma mão na nuca e nos ombros e a outra no bumbum.

Em seguida, apoie o peso do seu pequeno em uma das bordas da banheira e com uma mão pegue o sabão de pH neutro para passar pelo corpinho do pequenino.

Com delicados movimentos, comece a lavar o couro cabeludo e desça pelo restante do corpo. A higienização das partes íntimas dos pequeninos é muito importante para evitar a proliferação de bactérias.

Para enxaguar, use a mesma mão que aplicou o produto para jogar pequenas quantidades de água na cabeça da crianças. Você pode inclinar o corpinho levemente para trás, garantindo que não escorra água nos olhos do bebê.

Durante todo o processo recomendamos que converse com o bebê olho no olho ou cante uma música calma e bem baixinha. Isso aumenta o laço afetivo entre vocês e tranquiliza o recém-nascido.

Se você ainda não se sente segura (o) para lavar o seu bebê recém-nascido dentro da água, recomendamos o “banho seco“:

  • Com um pouquinho de água e sabão, ensaboe a criança deitada em uma toalha e, em seguida, utilize um paninho molhado para enxaguá-lo.

Ah! Lembra que falamos sobre higienizar a região da fralda para evitar a contaminação da água?

Durante o banho, se o bebê regurgitar, fazer xixi ou cocô na água, não hesite em tirá-lo da banheira, secá-lo e preparar outro banho com água limpa.

Depois do banho

Após o enxágue, cubra o bebê com uma toalha e seque-o suavemente sem esfregar.

Dê uma atenção especial na área da fralda e às dobrinhas (coxas, axilas, pescoço e pés) para garantir que ele fique sequinho.

Como finalização do banho, aplique uma pomada antiassaduras nas regiões em torno dos genitais e do bumbum. Aproveite para hidratar enquanto faz uma massagem no neném.

A massagem na barriguinha ajuda a aliviar os gases e amenizar possíveis desconfortos abdominais do seu bebê.

Portanto, aproveite cada momento da massagem para manter o bem-estar do pequenino e prolongar este momento de afeto entre vocês.

Por fim, escolha uma roupa confortável com o clima da sua região e vista o bebê.

E pronto! O desafio do banho em recém-nascido foi concluído com sucesso.

Apesar de cada etapa do crescimento dos nossos eternos bebês parecerem desafiadoras, lembre-se de curtir e aproveitar cada momento.

Agora, o que você acha de compartilhar esse artigo para outras mamães e papais preparem um banho especial para os pequenos?

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Desfralde: 7 dicas para tirar a fralda do seu filho

O desfralde é muito esperado pelos responsáveis e com essas 7 dicas o momento será ainda mais leve e divertido.

A maioria das mamães e papais aguardam o momento do desfralde ansiosos. Afinal, o momento de retirar as fraldas é uma grande conquista, mas também um período delicado para as crianças.

Por isso, os pais de primeira viagem e, até mesmo, os que já têm mais de um filho devem observar se a criança está pronta fisiológica e psicologicamente para esta etapa do desenvolvimento.

Cada uma tem seu tempo e maneira de demonstrar que estão prontos para deixar a fralda para trás.

Neste texto, vamos falar sobre os sinais que a criança está preparada para o desfralde e 7 dicas para que esse momento seja o mais leve possível.

Acompanhe com a gente!

Sinais que a criança está preparada para o desfralde

Idade

Apesar de muitos acreditarem que a idade é o principal fator para indicar que uma criança está preparada para o desfralde, a informação não é verdadeira.

Por exemplo, uma criança de dois anos pode já estar pronta, enquanto uma criança de três anos que ainda não começou o desfralde não está atrasada.

Assim, o ideal é atentar-se aos sinais comportamentais e psicológicos da criança.

Incômodo com a fralda suja

Ao perceber que seu pequeno está incomodado com a fralda suja, mostre que existe uma opção mais confortável para ele.

Esse pode ser o primeiro passo para estimular o desfralde do pequeno.

Entende o significado de cocô e xixi

Assim que as palavras “xixi” e “cocô”, ou suas variações, começam a fazer parte do vocabulário da criança, significa que ela já entende os sinais físicos que indicam a vontade de ir ao banheiro.

Dessa forma, você pode pedir para sinalizar sempre que sentir a necessidade de usar o banheiro, ao invés de fazer na fralda.

Faz bastante xixi de uma vez

Os esfíncteres são as estruturas do corpo responsáveis por controlar a eliminação de xixi e cocô.

Ou seja, quando as fraldas ficam limpas por mais tempo e o bebê elimina todo o xixi de uma vez, e não de pouco a pouco, é um indício de que a criança está adquirindo este controle.

 

Agora que você já conhece alguns sinais que podem indicar que seu pequeno está pronto para essa transformação, vamos te contar 7 dicas para ajudar as crianças (e os papais) a saírem das fraldas.

Desfralde – Confira 7 dicas para tirar a fralda do seu filho

1. Explique a situação

As crianças são muito inteligentes e compreendem tudo que lhe explicamos.

Por isso, converse com a criança de maneira franca e explique o que vai acontecer daquele momento em diante. Prepare-se para responder as diversas dúvidas.

2. Prepare-se para o momento de desfralde

Toda ajuda neste processo é importante. Portanto, providencie um penico ou redutor de vaso e deixe-os experimentar, para que eles possam se acostumar aos novos utensílios da sua rotina.

Os utensílios do banheiro com estampas, cores e materiais diferentes podem deixar o momento mais lúdico e estimular as crianças a largarem as fraldas.

3. Deixe o momento divertido

Além de usar os utensílios divertidos, colocar livros, brinquedos, enfeites pelo banheiro deixa o ambiente mais convidativo e mais alegre.

Para que a criança se sinta encorajada, você também pode celebrar sempre que o pequeno avisar que está com vontade de ir ao banheiro.

4. Aprendizado em família

É importante que esse processo seja algo em conjunto com os pais, avós, tios e a escola para que as práticas sejam as mesmas em todos os ambientes frequentados pela criança.

As atitudes da família e do ambiente escolar refletem diretamente no comportamento dos pequenos. O apoio de todos que rodeiam os pequenos é fundamental.

5. Desfralde sem comparações

Como dito anteriormente, não existe um período definido para retirar a fralda dos pequenos. Cada criança tem seu tempo e o momento do desfralde vai depender da dinâmica e do comportamento de cada uma.

Por isso, não crie expectativas e evite comparar o desenvolvimento do seu filho com o de outras crianças.

6. Não repreenda

O xixi e o cocô podem escapar durante toda essa transformação na rotina dos nossos eternos bebês.

Mas é muito importante evitar qualquer tipo de repreensão, pois eles podem se frustrar.

Caso isso aconteça, converse com a criança lembrando que é um período de aprendizado e que você está muito feliz com o crescimento e responsabilidade dela.

7. Respeite o seu tempo

O desfralde é um momento delicado e exige muita paciência. Além de respeitar o tempo das crianças, as mamães e papais também precisam de um tempo.

Não se sinta mal em tirar um tempo para você e contar com o apoio de amigos ou familiares para conversar com a criança.

Eles serão as melhores pessoas para apoiar e oferecer a segurança que você proporciona diariamente para seu (sua) filho (a).

 

Em resumo, respeitar o tempo da criança e observar os sinais de que a fralda está incomodando, é o primeiro passo para o desfralde.

Assim, você será capaz de proporcionar todo o apoio necessário para esta etapa do crescimento do seu bebê.

Por fim, o que você acha de compartilhar esse artigo com outras mamães e papais? Compartilhe em suas redes sociais e fique atento aos próximos artigos do blog do Melpoejo!

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Insônia infantil: como cuidar do sono das crianças

A insônia infantil pode afetar a rotina das crianças e, em casos mais graves, até mesmo o seu desenvolvimento.

A rotina de uma criança durante todo o dia está ligada diretamente ao seu sono. Por isso a insônia infantil merece a atenção dos pais e responsáveis para não afetar o dia na escolinha ou em casa dos pequenos.

Segundo a pesquisadora do Instituto do Sono Mônica Anderson: “A privação de sono pode provocar, por exemplo, menor atenção às aulas, menor concentração e maior chance de erros”.

O simples fato de dormir bem ajuda no desenvolvimento intelectual dos pequenos.

Afinal as crianças vivem recebendo estímulos e passando por novos aprendizados a todo momento. Durante o sono, elas consolidam a capacidade de falar, engatinhar, caminhar, comer e todas as outras tarefas.

Além disso, é durante o merecido descanso dos pequenos que o corpo libera os hormônios relacionados ao crescimento.

Ou seja, a insônia infantil é um quadro que, em situações mais severas, pode comprometer o desenvolvimento saudável dos pequenos.

Nesse contexto, vamos falar melhor sobre os seguintes pontos ao longo do texto:

  • O que é a insônia infantil?
  • Insônia Infantil Crônica
  • Cuidados com o sono das crianças
  • Quando devo procurar ajuda médica?

Acompanhe com a gente!

O que é a insônia infantil?

De acordo com o artigo Distúrbios do Sono na Infância, publicado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a insônia é a disfunção de sono mais prevalente para pacientes na faixa etária pediátrica – acometendo até 30% das crianças.

A Insônia Infantil é classificada como a dificuldade das crianças de iniciar ou manter o sono, ou dificuldade em iniciar o adormecer sem intervenção dos pais ou cuidadores.

Mas diferente do distúrbio no sono dos adultos, a maioria dos casos de insônia na infância tratam-se de Insônia Comportamental Infantil. Esse distúrbio reflete a adoção de comportamentos e rotinas desfavoráveis para o sono adequado.

Ou seja, se você acostumar a criança a dormir com a ajuda de um estímulo, provavelmente a criança precisará deste mesmo para voltar ao seu soninho.

Os estímulos mais comuns na infância são:

  • uso de mamadeiras;
  • televisão, celular ou tablets;
  • colo;
  • dormir na cama dos pais.

Dessa forma, as crianças se sentem incapazes de adormecerem sozinhas, reduzindo as horas de sono das crianças e, consequentemente, cansaço dos pais.

Por consequência, algumas mudanças na rotina podem ser observadas como sonolência diurna, irritabilidade e birras.

Insônia Infantil Crônica

Para que a insônia infantil seja definida como crônica é preciso que esteja presente ao menos três dias por semana durante, no mínimo, três meses.

As causas mais comuns de insônia na infância são:

  • Dor ou cólica;
  • Ansiedade por separação dos pais;
  • Falta de estabelecimento de limites, como recusa em ir para cama;
  • Otites de repetição;
  • Refluxo gastresofágico;
  • Obstrução de vias aéreas.

Portanto, ao perceber que há algo de errado com o sono do pequeno, procure apoio de um pediatra. Ele será capaz de diagnosticar as causas da insônia infantil e desenvolver o tratamento de acordo com cada quadro.

Cuidados com o sono das crianças

Para os papais e responsáveis que perceberam que o pequeno pode estar sofrendo de insônia comportamental infantil, recomendamos repensar o ambiente e a rotina em que a criança está inserida antes de dormir.

O medo de dormir no próprio quarto, uso de telas, barulho e até brincadeiras antes da hora do soninho podem afetar o descanso essencial para as crianças.

Por isso, converse com o seu filho, ou filha, escute seus receios e assegure a sua proteção mesmo ao dormir sozinho.

Além disso, é essencial estabelecer uma rotina para o sono tranquilo das crianças sem estímulos.

Só para exemplificar, ao entardecer convide a criança a tomar um banho para ficar mais tranquila, prepare o jantar e conte uma história ao colocá-la na cama.

Leia também: Como acalmar o bebê agitado?

Quando devo procurar ajuda médica?

Embora sejam comuns na infância, as complicações não são abordadas com frequência nas consultas pediátricas.

Uma vez que os pais e responsáveis, por não estarem familiarizados com o que seria o comportamento normal da criança, não identificam qualquer anormalidade no soninho dos pequenos.

No entanto, é preciso ficar atento aos sintomas e compartilhar as dúvidas com os pediatras.

Para que os profissionais de pediatria realizem o diagnóstico correto do quadro de insônia nas crianças é preciso que os responsáveis percebam:

  • Sonolência;
  • Fadiga;
  • Irritabilidade
  • Alterações no desempenho escolar e/ou no comportamento.

Portanto, converse sempre com o pediatra da criança, principalmente ao perceber esses sintomas. O sono está ligado diretamente ao crescimento e desenvolvimento saudável dos pequenos.

Por fim, o que você acha de compartilhar esse artigo para outras mamães e papais aprenderem mais sobre a insônia infantil?

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Fonte: Sociedade de Pediatria de São Paulo