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1 ago

Choro de bebê: aprendendo a identificar e interpretar os diferentes tipos

Os primeiros meses de paternidade e maternidade são muito delicados. Afinal, aquele serzinho é uma novidade e todos os seus gestos e sons causam preocupação. Pensando nisso, desenvolvemos dicas para você entender que há diferença entre os tipos de choro de bebê e o que cada um indica.

Para começar, é essencial entender que o bebê chora de formas diferentes e, consequentemente, com o que ele está sentindo. Então, no início pode ser um pouco complicado identificar cada especificidade.

Mas, a convivência é uma grande amiga para melhorar as percepções. Ou seja, com o tempo vai ficar mais fácil entender as necessidades do pequeno ou da pequena através do choro.

Vale lembrar, também, que é necessário manter o pediatra informado sobre o comportamento do bebê e assim como consultá-lo caso algo, ou o choro, saia da situação normal.

Às vezes, tipos de choros se sobrepõem. Recém-nascidos, por exemplo, podem acordar com fome e chorar por comida. Se os pais não respondem rápido, seu desejo por alimentação (fome) pode dar lugar a um lamento de raiva.

Sendo assim, separamos algumas causas e tipos de choro de bebê para que você saiba identificá-los e, assim, garantir a satisfação do pequeno. Continue a leitura!

Causas e tipos de choro de bebê

1. Fome ou sede

É bem comum ter dificuldade de alimentar seu filho nos primeiros dias. Afinal, vocês dois, ainda estão aprendendo a lidar com a amamentação.

Quando é muito novinho, o bebê entende a fome quase que como uma dor. Dessa forma, ele chora com frequência para expressar fome ou sede.

Neste caso, antes de chorar, o bebê manda sinais de que está com fome, chupando o dedo e abrindo e fechando as mãos. O choro é prolongado e vem acompanhado de mão na boca.

Além disso, o choro é acompanhado do movimento de sugar e o(a) pequeno(a) faz um som parecido com um ‘né’.

Se você reparar bem nele ou nela, vai conseguir encontrar este sinal.

Nesse caso, alimente a criança. Só assim ele(a) irá parar de chorar e passar as próximas horas tranquilo(a).

2. Sono

Após muito tempo acordado, se o bebê chorar, a primeira causa a ser considerada é o sono. De toda forma, o choro é alto e nervoso.

Este vem do bocejar e por isso, a boca do bebê forma uma circunferência, ela fica bem ovalar. O som que ele emite é bem vogal e parecido com um ‘au’.

Assim sendo, é preciso acalmá-lo. Abaixe as luzes, fique em um ambiente tranquilo e cante para seu filho enquanto o embala.

Tenha paciência, porque pode demorar um pouco para ele parar de chorar.

3. Necessidade de contato ou tédio (carência)

Nessa situação, o bebê pode estar carente de atenção e/ou inseguro. Esse choro pode ocorrer, principalmente, após horas de sono, em que o bebê acorda e se vê longe dos braços da mãe ou do pai.

Em geral, o choro é manhoso e passa quando você o pega. Nesse caso, brinque com ele. Nos primeiros dois meses, não tenha medo de confortá-lo, pois ele precisa de segurança.

Experimente, também, trocar o berço e o carrinho pelo seu colo ou bolsas canguru. O contato direto com o adulto tem grandes chances de ajudar diretamente na queixa.

4. Dor

O choro de bebê por dor pode ser causado por alguma infecção, resfriado, lesão ou mesmo uma cólica. Talvez seja o mais temido pela mãe de primeira viagem.

Nesses casos, normalmente, o bebê aponta o local que está dolorido. Se for uma cólica, por exemplo, será possível perceber movimentos ao redor da barriguinha.

Dessa forma, a melhor alternativa é levá-lo ao pediatra para identificar qual enfermidade que pode estar causando o choro.

5. Desconforto e umidade

Fralda molhada ou suja aborrece muito o bebê. Quando ouvir o primeiro choro, cheque se a causa não é essa. Acredite! É mais comum que você possa imaginar.

Além disso, roupas apertadas, mesma posição no berço, frio ou calor podem gerar incômodo no bebê e, consequentemente, choro.

Assim sendo, o choro é irritado e seguido de movimentos corporais. É preciso identificar o som ‘heh’, que vem forte, do choro.

Por isso, tire a fralda ou o objeto que está incomodando a criança e, de vez em quando, vire o corpo dela no berço. São boas dicas para acalmar o bebê.

6. Manha ou pirraça

A partir dos 9 meses, o bebê percebe que, ao chorar, consegue uma troca de fraldas, leite e principalmente, atenção.

O choro, nesses casos, é irritado. Dessa maneira, se você acha que aquilo que a criança pede é desnecessário, não dê só porque ela chorou. Mantenha o controle e acredite no que você acha adequado para a situação.

Nessa fase, o bebê começa a engatinhar e você limita o acesso dele, por exemplo, ao controle remoto. Se ele chorar e você ceder, vai confirmar que consegue o que quer pela birra e pirraça.

7.Susto e Medo

Até mesmo os adultos ficam sobressaltados em certas situações, por isso, é normal que isso também aconteça com os bebês. Então, não é tão complicado de entender esse tipo de choro.

Barulhos repentinos, como portas batendo, podem gerar susto. Perto dos 9 meses, quando a criança enxerga melhor, ela estranha desconhecidos.

Nessas situações, o choro é uma reação orgânica, parecida com a que ocorre com você. O choro pode ser acompanhado por um pequeno salto e berros.

Nesse caso, pegue-o no colo e faça carinhos até ele se acalmar.

8. Cólica

No primeiro ano de vida, as cólicas podem ser frequentes. Provocam dor no bebê e o fazem chorar desesperadamente. Essa agonia pode durar algumas horas, o que não é incomum.

A cólica costuma ter pico até os 3 meses e é mais recorrente após as mamadas e no começo da noite.

Quando sente a dor da cólica, o bebê enruga a testa, seu abdome fica distendido e o choro é agudo e prolongado.

Faça massagem, esticando e encolhendo as pernas dele. Outra dica é mantê-lo o mais ereto possível enquanto mama, para não engolir ar.

Ou, ainda, segurá-lo apoiado no seu braço dobrado, com a barriga virada para baixo, para que ele solte gases.

9. Nascimento dos dentinhos

Quando os primeiros dentes do bebê começam a aparecer, geralmente entre 4 e 10 meses, você vai perceber que ele vai ficar irritado, querendo colocar tudo na boca para aliviar a dor e a coceira.

As gengivas ficam vermelhas e inchadas e o bebê choraminga. Este choro ocorre entre os 7 e os 12 meses de idade.

Nessa época, ofereça um mordedor para ajudar a rasgar a gengiva ou use pomadas específicas.

É importante escovar as gengivas com gaze ou toalha molhada. Além de higienizar, você ajuda a aliviar a coceira.

Em resumo, alguns choros podem passar simplesmente resolvendo o problema que está provocando. Já outras situações podem precisar de mais recursos para ser acalmadas.

Em geral, é importante manter a troca de fralda em dia, o sono regulado, bem como respeitar os horários das mamadas. Só essas atitudes rotineiras vão ajudar – e muito – com a redução do choro.

Agora que você já sabe tudo sobre os tipos de choro de bebê, que tal oferecer essas dicas para outros pais? Compartilhe esse artigo nas suas redes sociais e fique de olho nos próximos artigos do blog do Melpoejo!