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9 abr

Alimentação do bebê até 1 ano: tudo o que você precisa saber

​​A alimentação do bebê começa com leite materno ou mamadeira e aos poucos são introduzido alimentos sólidos. Confira nesse artigo toda a adaptação da alimentação do bebê até o primeiro ano!

A alimentação do bebê é uma questão debatida entre as mamães e papais, bem como entre os profissionais de saúde.

Além de entender o que o neném deve comer no primeiro ano de vida, ainda há casos em que os pequenos apresentam dificuldades para comer.

A alimentação do bebê nos primeiros meses de vida é muito importante.

Já que o período é fundamental para o desenvolvimento e crescimento dos pequenos.

Além disso, vale ressaltar, o recomendado é procurar um pediatra para todas as orientações sobre a alimentação do bebê em cada fase.

Afinal, as questões nutricionais são avaliadas de acordo com as necessidades e características de cada criança.

Alimentação do bebê nos 6 primeiros meses de vida

Nos primeiros meses de vida, a única e principal forma de alimentação do bebê deve ser o aleitamento materno.

O colostro, leite dos primeiros dias pós-parto, possui alto teor de proteínas e anticorpos maternos.

Por isso, ele é fundamental nos primeiros dias de vida dos bebês, especialmente para bebês prematuros.

Outros líquidos podem prejudicar a sucção do bebê e aumentar a chance de infecção por outras doenças.

Aliás, os bicos e mamadeiras fazem com que os bebês engulam mais ar, causando desconforto abdominal e, consequentemente, as cólicas.

Ou seja, o leite materno é o melhor alimento infantil nos primeiros meses do bebê.

Além de oferecer todos os nutrientes necessários para o correto desenvolvimento do bebê, ele proporciona toda a proteção necessária contra infecções e alergias estimulando o desenvolvimento dos sistemas imunológico, neurológico e digestório.

O contato com a mãe faz com que o pequenino se sinta mais seguro e calmo, evitando o choro e a ansiedade.

Saiba Mais Sobre a importância do aleitamento materno.

Impossibilidade de Aleitamento Materno

Em alguns casos há impossibilidade de aleitamento materno e a alimentação do bebê fica por conta de fórmulas infantis.

As fórmulas infantis contém carboidratos, proteínas, minerais, gorduras, vitaminas, microminerais e outros nutrientes que satisfazem suas necessidade.

Em resumo, elas se diferenciam do leite materno apenas por não conter anticorpos da mãe, principal forma de aumentar a imunidade do recém nascido.

Mas somente o (a) pediatra do bebê pode avaliar a necessidade e prescrever o uso desses alimentos.

Vale dizer que o leite de vaca não contempla as características corretas da fórmula infantil.

Além disso, como o sistema digestivo do bebê ainda não está formado, pode ocasionar cólicas no recém-nascido.

Portanto não é um alimento próprio para crianças menores de 1 ano.

A alimentação do bebê após 6 meses

Para que o bebê continue com bom crescimento, a partir dos 6 meses é necessário introduzir gradualmente outros alimentos.

Mas o leite materno deve ser mantido como fonte de calorias e nutrientes até os dois anos de idade ou mais.

Nessa fase a criança já apresenta maturidade fisiológica e neurológica suficiente para receber outros alimentos, inclusive semissólidos.

No entanto, o pequeno tende a rejeitar as primeiras ofertas, pois ainda não está acostumado com outros alimentos.

Inicialmente, a criança pode ingerir pouca quantidade dos novos alimentos e, com isso, demonstrar sinais de fome após a refeição, caso em que poderá ser amamentada.

Com isso, alguns outros passos podem auxiliar em uma alimentação infantil saudável após os primeiros seis meses:

  • A alimentação complementar deve ser diversificada e oferecida entre três a cinco vezes ao dia. Sem horários rígidos e com respeito à vontade da criança;
  • Inicialmente, deve ter uma consistência pastosa (papas, purês) até chegar à alimentação normal da família (a partir do 8º mês de vida);
  • Os alimentos devem ser cozidos somente em água, amassados, picados ou desfiados e sem sal;
  • Ofereça sempre com colher, para que o bebê possa se acostumar e, assim, não correr o risco de se ferir com as pontas dos garfos;
  • Alimentos como beterraba e espinafre, podem interferir na absorção de cálcio e ferro dos demais alimentos. Por isso não devem ser oferecidos diariamente;
  • Além de papas, as frutas podem ser oferecidas também em forma de suco. Desde que servidos somente com a polpa, sem açúcar e água, limitado a 100 ml por dia e sempre após as refeições principais.

Esquema de alimentação até 1 ano

A fim de facilitar a visualização de como devem ser as refeições do seu bebê, o Ministério da Saúde divulgou um esquema em “Dez passos para uma alimentação saudável – Guia alimentar para crianças menores de dois anos”:

  • Até completar 6 meses: exclusivamente o leite materno.
  • Ao completar 6 meses: leite materno, papa de fruta (duas vezes), papa salgada (uma vez).
  • Ao completar 7 meses: leite materno, papa de fruta (duas vezes), papa salgada (duas vezes).
  • Ao completar 8 meses: gradativamente passar para a alimentação da família.
  • Ao completar 12 meses: leite materno e fruta, cereal ou tubérculo; fruta; refeição básica da família; fruta, pão simples, cereal ou tubérculo e, por fim, refeição básica da família.

A papa salgada deve conter alimentos de variadas classes:

  • cereais ou tubérculos – arroz, milho, cará, batata, mandioca, inhame, batata doce;
  • leguminosas – feijão, soja, ervilha, lentilha, grão-de-bico;
  • verduras e hortaliças – alface, espinafre, couve, almeirão, taioba, brócolis;
  • proteína animal – frango, carne bovina, peixe, vísceras, ovo, carne suína;
  • legumes – cenoura, chuchu, abóbora, vagem, berinjela, beterraba.

De acordo com a cartilha do Ministério da Saúde, essa é a recomendação para que a alimentação do bebê seja adequada e proporcione um crescimento e desenvolvimento corretos.

É preciso estimular o seu pequeno a se alimentar, até mesmo quando ele está doente, mas sempre respeitando a sua aceitação.

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E continue acompanhando os artigos do Melpoejo, criados especialmente para o bem-estar das mamães, papais e, claro, dos bebês!

Referência: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/10_passos.pdf