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19 Maio

Amamentação e coronavírus: tudo o que se sabe até agora sobre o aleitamento materno em tempos de COVID-19

O que sabemos sobre amamentação e coronavírus até o momento? A Sociedade Brasileira de Pediatria e Organização Mundial da Saúde recomendam que as mães continuem com o aleitamento materno.

Com a pandemia, várias perguntas surgiram acerca da amamentação e coronavírus. Afinal, o aleitamento fortalece o sistema imunológico do bebê, reforçando-o contra diversos tipos de infecções.

Além disso, como é o principal alimento do pequeno, auxilia para que ele cresça saudável e ganhe peso.

De acordo com a OMS, toda mulher deve amamentar o recém-nascido exclusivamente com leite materno até o sexto mês de vida, salvo alguma contraindicação do pediatra, e devem continuar até os dois anos de vida, com o acréscimo de outros alimentos.

De acordo com a UNICEF, apenas 40% das crianças no mundo recebem amamentação exclusiva no início da vida.

Mas essa realidade será modificada em tempos de coronavírus?

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a amamentação deve continuar, até mesmo nos casos em que as mulheres apresentam suspeita ou confirmação da doença.

Uma vez que as principais publicações sobre o tema, até então, indicam que os benefícios do aleitamento superam os riscos de transmissão.

Uma das pesquisas utilizadas para embasar o argumento  foi publicada na revista científica “The Lancet” que avaliou mulheres grávidas que foram contaminadas com a COVID-19.

Foram feitas análises da presença do vírus no líquido amniótico, sangue do cordão umbilical, leite materno e swab da orofaringe (teste com cotonete estéril) do recém-nascido.

Mas todas as amostras tiveram resultado negativo.

Portanto, até o momento não há documentação de transmissão vertical durante a gestação e nem no período neonatal, pela amamentação.

Amamentação e coronavírus – Como prevenir a transmissão durante o aleitamento?

Tendo em vista que a mãe infectada pode transmitir o vírus por meio de gotículas respiratórias durante o contato com a criança, incluindo a amamentação, é recomendado para a lactante:

  • lavar as mãos por pelo menos 20 segundos: essa é uma recomendação básica antes de tocar o bebê ou antes de retirar o leite materno, seja por extração manual ou pela bomba extratora;
  • evitar aglomerações: válido para qualquer pessoa frente à pandemia, mas principalmente para as mamães;
  • usar máscara facial: é fundamental utilizar durante as mamadas, além de evitar falar ou tossir durante a amamentação. Lembre-se que a máscara deve cobrir completamente o nariz e a boca;
  • não dar beijos e abraços: a aproximação com o bebê, principalmente sem máscara, pode oferecer riscos de contágio;
  • limpar e desinfetar as superfícies: a mesa, a cadeira e qualquer outro móvel que será utilizado durante o processo, bem como seguir as recomendações para limpeza das bombas de extração de leite após cada uso;
  • peça ajuda: para as mães que se sentem inseguras em amamentar, é importante que possa pedir auxílio de alguém saudável que mora com você para dar o leite.

Amamentação e Coronavírus – A importância do aleitamento materno

O leite materno é capaz de evitar infecções, alergias, doenças e até mesmo pequenos incômodos, como a cólica e o estresse.

Por isso, é recomendado que a mãe, mesmo infectada, mantenha o aleitamento.

Uma vez que anticorpos inespecíficos e específicos do Covid-19 passam pelo leite elevando a imunidade do bebê.

Benefícios do aleitamento materno

  • Fortalece a imunidade – além da Covid-19, previne doenças comuns nos primeiros meses de vida e, consequentemente, diminui a taxa de mortalidade entre recém-nascidos;
  • Diminui o risco de alergias – a força realizada para sugar o leite materno, auxilia no desenvolvimento dos pulmões dos bebês e fortalece o mesmo contra o risco de alergias;
  • Previne cólicas – o leite materno não fermenta tanto no intestino, por isso é digerido mais rapidamente e não causa tantos gases e cólicas;
  • Ajuda no desenvolvimento cognitivo – por possuir gorduras que auxiliam no desenvolvimento dos neurônios e do cérebro, o leite materno facilita o processo de fala e raciocínio;
  • Acalma o bebê – o contato com a mãe faz com que o pequenino se sinta mais seguro e calmo.

Além de oferecer mais força e saúde, o aleitamento também traz benefícios para a mamãe.

A partir do ato de amamentar, as mães diminuem o peso mais rápido e estabelecem um vínculo com o filho.

Além disso, os pequenos que amamentam adoecem menos e necessitam de menos atendimentos hospitalares.

Logo, a amamentação pode beneficiar não somente as crianças e as mamães, mas também sua família e todo ambiente social que a cerca.

Por fim, é importante reforçar que a amamentação e Coronavírus são temas distintos e os bebês não são contaminados pelo COVID-19, seja pelo intrauterino ou pelo aleitamento materno.

Pelo contrário, o aleitamento materno é fundamental para imunidade dos bebês nesse momento de pandemia.

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